• Ao Redor - Cultura e Arte

O livro é veneno pra você

Atualizado: 31 de Ago de 2020

Hoje, a certa altura do dia,

Colhi um livro ao acaso.

Mal comecei a mastigá-lo,

Meu corpo já se nutria.

(Tinha gosto de poesia,

Mas posso estar enganado).

Curiosamente,

A fome nunca se extinguia.

Pude ler a minha sorte

A cada linha que brotava,

A cada página que em flor se abria.

Entendi que um livro vale tanto

Que deve estar em todo canto,

Crescendo como erva daninha,

Fazendo o que você não quer,

Traduzindo o seu maldito canto

Nesses versos sem lirismo:

“Livro os ricos,

Dos pobres me livro”

Mas como brota vida em cada fenda,

Em cada esquina plantaremos poetas

E logo haverá fontes, cascatas,

[veredas

Repletas daquilo que te envenena.


Autoria de Vitor Motta


Esta poesia reage à taxação de livros proposta pelo governo que prevê o fim da isenção de contribuição para os livros. Muitas manifestações em defesa dos livros surgiram após o anuncio da proposta da taxação dos livros em reforma tributária.


Sobre o Autor


Escritor, professor de Língua Portuguesa, redação e Literatura, mestrando em formação do leitor literário, apaixonado pelo mundo, apesar das desavenças que tem com ele! Escrevo para divertir, denunciar, indignar, emocionar.

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