A Laranjeira, de Júlia Lopes de Almeida
- Arte Ao Redor

- há 24 horas
- 1 min de leitura
A laranjeira
(Júlia Lopes de Almeida)
Perfumada laranjeira,
Linda assim dessa maneira,
Sorrindo à luz do arrebol,
Toda em flores, branca toda
- Parece a noiva do Sol
Preparada para a boda.
E esposa do Sol, que a adora,
Com que cuidados divinos
Curva ela os ramos, agora!
E entre as folhas abrigados,
Seus filhos, frutos dourados,
Parecem sois pequeninos.

Júlia Lopes de Almeida (1862–1934) foi uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira entre o final do século XIX e o início do século XX. Atuando como romancista, cronista, contista e autora de textos infantis, destacou-se pela elegância de sua escrita e pela atenção dedicada à vida cotidiana, à educação, à condição feminina e aos costumes de sua época. Em sua produção literária, também se encontra uma poesia sensível e delicada, marcada pela musicalidade e pelo cuidado com as imagens. O poema “Laranjeiras” revela essa faceta de sua obra, ao transformar a natureza em expressão de beleza, fecundidade e harmonia, por meio de versos de grande leveza e refinamento.
Acompanhe nossos podcasts no Spotify.
Inscreva-se em nosso blog para receber outras publicações sobre arte e cultura.
Conheça nosso livro
Lançado em 2024, o livro "Arte em debate: reflexões contemporâneas", da autora Luiza Pessôa, artista, graduada em História e pós-graduada em História da Arte, reúne artigos revisados e ampliados do blog Ao Redor Cultura e Arte que abordam temas relacionados à arte, além de textos inéditos da autora.





Comentários