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Juhász Gyula, Poesia Húngara

Atualizado: 24 de jan.


Hoje, o Ao Redor publica uma poesia de Juhász Gyula, poeta húngaro nascido em 1883. Sua poesia, de traços impressionistas, começou a ser publicada em 1899. O poeta, ganhador do prêmio Baumgarten, suicidou-se em 1937 após outras tentativas fracassadas. A moça do poema, Anna, uma atriz que o teria rejeitado, inspirou grande parte de sua obra.




Anna é eterna


Anos correram, vieram, saíste.

lentamente da memória, deliu-se

teu retrato no coração, esfumou-se

o contorno dos teus ombros,

[sumiu-se

a tua voz, e eu não te segui

até ao fundo da selva da vida.

Hoje, digo já teu nome sem medo,

hoje, não tremo já teu olhar,

hoje, sei bem, foste uma em mil,

que juventude é louca - oh, porém,

não julgues, querida, que foi em

[vão,

e que só passou; oh, não julgues,

[não!

Porque tu vives nas desajeitadas

gravatas, e nas palavras sem nexo.

e em mal formuladas saudações,

e em todas as cartas destruídas,

e em toda a minha vida falhada

vives, e para sempre reinarás.

[Amen.



("Anna örök", in: Juhász Gyula Összes Fersei, Budapest, Szépirodalmi Könyvkiadó, 1979, p. 632.)


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