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Matinta Pereira: o assobio da noite e a dívida com o invisível
Na Amazônia, a noite não cai apenas sobre as casas. Ela entra pelas frestas, muda o peso das árvores, faz um quintal conhecido parecer outro. Um galho estala e já não é só um galho. Uma ave passa, alguma coisa do sossego vai junto. O escuro reorganiza a escuta.

Arte Ao Redor
13 de jul.5 min de leitura


Cobra Grande: o rio debaixo do rio
Conta-se, em muitas regiões da Amazônia, que nas águas mais escuras vive uma serpente imensa. Seu corpo é tão grande que não se mostra por inteiro. Às vezes, aparece apenas como um movimento estranho no rio, um redemoinho repentino, uma sombra comprida deslizando sob a canoa. À noite, seus olhos podem brilhar como duas luzes distantes.

Arte Ao Redor
15 de jun.7 min de leitura
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