Em 2026, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain completa 25 anos. O tempo, que costuma desgastar certas obras até torná-las apenas lembrança, aqui parece operar ao contrário: o filme de Jean-Pierre Jeunet permanece estranhamente intacto, como se tivesse sido guardado em uma caixa de música — dessas que, ao serem abertas, ainda conseguem surpreender pelo mecanismo simples e pela melodia insistente.